Andréia entrou em estado de alerta quando viu o bracinho roxo e a clavícula quebrada do seu bebê, de apenas 2 meses de idade.
Desconfiada, ela gravou cenas da agressão com um celular, posto em uma caixa de sapatos. “Quando eu vi aquilo, foi a pior hora da minha vida. Meu celular, velhinho, salvou a vida do meu filho”, disse a mineira de Pouso Alegre, visivelmente emocionada, para Ana Maria, que a recebeu no programa desta terça.
A mãe disse ainda que o bebê demonstrava medo sempre que o pai o olhava.
“Ele estava com a palma da mão roxa. Comecei a chorar. Meu marido ficou bravo”, contou Andréia.
Ana Maria também conversou com a pediatra Lauro Monteiro, que esteve à frente da ONG Abrapia por quase 20 anos, lutando contra a violência doméstica, e hoje mantém um site chamado Observatório da Infância.
Dr. Lauro, que também participou da elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente, alertou para a necessidade de prestar atenção aos sinais que a criança dá. “Isso ocorre dentro de casa, entre quatro paredes, e muitas vezes a mãe não tem condições emocionais para se manifestar”, falou.
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