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agosto 30, 2009

Dormindo com a inimiga

A Aninha - o meu jeito de ser, postou uma materia da Revista Epoca, importante e atual.

... Esses dias lía essa matéria, e confesso fiquei estarrecida. ...

Um crime silencioso acontece dentro dos lares brasileiros.

Frequente, porém sutil, muitas vezes está disfarçado de amor e cuidados.

Na maior parte das vezes, é cometido por mães, seres santificados pela sociedade e pela Justiça, mas que podem se transformar em criaturas levianas e egoístas quando se transforam em…ex-mulheres.

Quem não tem um familiar ou amigo que está sendo afastado de seu filho após a separação?

Quem não ouviu as histórias mais escabrosas sobre pais divorciados que ganham cabelos brancos brigando na Justiça por um pernoite com suas crianças?

Quem não sentou na mesa de bar com um amigo que luta para poder ser um pai de verdade e ficou até de madrugada ouvindo seu desabafo de homem amargo, confuso e, principalmente, impotente?

Eu coleciono tais histórias entre meus amigos.

Um deles passou o último aniversário do filho rodando em todos os endereços em que ele poderia estar - o da mãe, dos avós maternos, de parentes.

Em vão.

Ninguém atendeu o interfone ou lhe deu informação decente.

Não conseguiu dizer parabéns. Outro briga na Justiça há um ano para conseguir um fim de semana inteiro.

O filho, de dois, não sabe mais o que é dormir com o pai.

Um terceiro batalha para conseguir atenção da filha adolescente, que se sente traída e abandonada, seguindo a cartilha da mãe...

Continua, leia mais

Epoca

Martha Mendonça

Tem pais que se tornam inimigos ferozes apos uma separacao e nao se importam com os filhos, algumas mulheres, usam a condicao de mae e vingam a traicao, desgaste, rompimento ... usando os filhos.

novembro 04, 2008

Atitudes dos pais



Cada atitude nossa, interfere na formacao e futuro de nossos filhos.

Nao deixem de ver o video.

setembro 18, 2008

Tarde demais




Verônika Ferber Topio é o nome da psicóloga do Abrigo Novo Rumo, de Ribeirão Pires (SP), que escreveu um relatório que os irmãos João Vitor, 12, e Igor Gioavani, 11, “manipulavam a realidade” .


Essa avaliação teria influenciado a conselheira tutelar Edna Amante a mandar os garotos para casa contra a vontade deles, depois de nove meses de internação.


Eles tentaram ser readmitidos, mas a conselheira não os aceitou. Dois dias depois, João e Igor foram mortos, queimados e esquartejados pelo pai e pela madrasta.


Em entrevista ao Diário do Grande ABC, a Isis Mastromano Correia, a psicóloga tenta se justificar: “Estão dizendo que nos laudos colocávamos que as crianças manipulavam suas intenções. No meu laudo jamais coloquei isso.


O que consta ali é uma frase de um evento que aconteceu isoladamente no abrigo, em uma situação em que um deles mentiu, disse que foi o colega que havia feito algo e não ele".


Pergunta: por que a psicóloga se valeu de uma expressão tão abrangente (“manipular a realidade”) em relação a um evento banal e isolado, como ela diz que foi? Estranho, né. Essa explicação não me convence.


Além de dizer que um dos garotos mentia, a Verônika afirmou que o reaparecimento da mãe dos meninos pode ter reacendido os conflitos entre os garotos e o seu pai e a madrasta.


Ela disse que João Vitor e Igor Giovani tinha tido um encontro com Cláudia Lopes dos Santos, a mãe, depois de anos sem vê-la. E que foi marcado um segundo encontro, mas Cláudia não apareceu.


É lamentável que a psicóloga tente de maneira enviesada atribuir aos garotos parte da culpa pelo fato deles terem sido mortos.


Deixar subentendido que o reaparecimento da mãe deixou os meninos hostis em relação ao pai e à madrasta, de modo que houvesse em conseqüência mais atritos entre eles, é que é, de fato, manipulação da realidade.


João Vitor e Igor Giovanni foram vítimas de dois monstros: João Alexandre Rodrigues, o pai, e Eliane Aparecida Antunes, a madrasta. O Conselho Tutelar de Ribeirão Pires teve a oportunidade de salvá-los, mas não o fez por descaso e incompetência.


Ao menos agora, mortos que estão, mesmo que ainda seus corpos não tenham sido enterrados, os garotos deveriam ser poupados da avaliação da psicóloga Verônika.


Caso dos irmãos mortos e esquartejados pelo pai e madrasta.



Paulo Lopes